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Bancári@s negociam defesa do emprego nesta quinta-feira
Contraf CUT | Bragança Paulista - 07/08/2020

Comando Nacional da categoria discute tema com representantes da Fenaban



* Encontro para negociação começa às 14h
* Mesmo durante a pandemia os bancos realizaram demissões
* Medo do desemprego provoca impacto na saúde dos bancári@s

Nesta quinta-feira (6) vai ocorrer a segunda reunião de negociação entre o Comando Nacional d@s Bancári@s e representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). O tema a ser discutido no encontro, que começa às 14h, será o emprego. Na minuta entregue pela categoria aos bancos está a manutenção do emprego como uma das prioridades.

A preocupação manifestada na minuta se explica diante das demissões que ocorrem este ano na categoria, mesmo em meio à pandemia. Quando começou a quarentena, os três maiores bancos (Santander, Bradesco e Itaú) se comprometeram na mesa de negociações a não demitir durante a pandemia. O Santander foi um dos que descumpriram o acordo e demitiu cerca de 700 bancári@s no período.

Além do Santander, outros bancos como Mercantil do Brasil, Original, Carrefour e C6 também estão demitindo. O Mercantil do Brasil, por exemplo, demitiu mais de 60 trabalhadores em plena pandemia.

Medo
O medo da demissão está presente na categoria. Em pesquisa realizada em julho pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese) entre bancári@s que estão em teletrabalho, o medo de ser demitido, perder oportunidades ou ser esquecido pelas chefias é a causa do maior impacto na saúde, de acordo com opinião de 54,3% dos entrevistados.

As demissões na categoria tiveram até repercussão internacional. Por causa da onda de desemprego realizada pela direção do Santander no Brasil, a Uni Finanças, o sindicato mundial dos trabalhadores no setor financeiro, colheu mais de 10 mil assinaturas em todo o mundo em documento enviado à direção do banco.

Desemprego não combina com a ajuda que o governo está dando aos bancos. As instituições financeiras receberam aporte de R$ 1,2 trilhão do governo para ajudar na recuperação econômica do país. Mesmo assim, os bancos relutam em liberar empréstimos, principalmente para as micro e pequenas empresas.

Acompanhe as negociações sobre a defesa do emprego na Campanha Nacional. Sigas as informações em nossas redes sociais.